5 benefícios de Ser Modelo, fora do senso comum
Desenvolvimento Pessoal

5 benefícios de Ser Modelo, fora do Senso Comum

Estar entre pessoas bonitas, viajar para lugares paradisíacos, ganhar uma grana legal, ser reconhecido em revistas, outdoors ou comerciais de TV… Tudo isso é bacana, mas, será que esses são os únicos benefícios da profissão?

 

Por Alexandre Finelli

Provavelmente, em algum momento da sua vida, você já imaginou como deve ser legal a vida de modelo, não é? Estar entre pessoas bonitas, viajar para lugares incríveis, ter acesso VIP às melhores festas, ganhar roupas na faixa e, ainda por cima, ter a possibilidade de ganhar uma bela grana. Mas será que a vida de modelo só vale a pena se for vivida dessa forma? Será que esses são, de fato, os principais benefícios da profissão?

Na minha opinião, não. É claro que tudo isso é bacana. Aliás, seria até hipocrisia dizer o contrário, afinal, independentemente da profissão, todos querem ser reconhecidos pelo que fazem e aproveitar os benefícios que ela é capaz de proporcionar.  Porém, existem outros fatores capazes de nos ensinar lições, daquelas que podemos levar para o resto das nossas vidas, especialmente quando o início da carreira é bem aproveitado.

Quem está em início de carreira, geralmente, não tem a mínima noção dos desafios que enfrentará, por exemplo. As inúmeras desconfianças da profissão, as longas esperas em testes, o trabalho exaustivo (e gratuito) apenas para “rechear” o book, as taxas retiradas pelas agências (às vezes, exageradas), a ansiedade pela resposta dos castings, a grande quantidade de “nãos”, a busca pelo corpo perfeito, entre outros, apenas para citar alguns. Mas, em cada um desses casos, dá para tirar muito aprendizado.

 

1. Organização financeira

 

Organização financeira

 

A instabilidade financeira pode ser um baita problema para quem não tem controle de gastos. Claro que há trampos que pagam bem, mas é preciso considerar a dificuldade de consegui-los, as porcentagens e demais taxas das agências, a demora do pagamento. Comprar alguma coisa a prazo se torna uma aventura, afinal, modelos trabalham hoje, mas não sabem se amanhã ou depois terão outros trabalhos.

Contudo, a partir do momento que se conscientiza dessa realidade, é interessante observar como você vai se virando com isso. Aprender a ter um controle melhor sobre seus gastos, a planejar, se organizar financeiramente, cortar custos supérfluos, não se render ao consumismo desenfreado e, ainda por cima, dar um valor especial para aquela grana suada vinda dos primeiros trampos, são algumas das habilidades desenvolvidas com essa adversidade.

 

2. Resiliência

 

Resiliência

 

Como modelo, você também vai ouvir incontáveis “nãos”. Consequentemente, se questionará se está realmente fazendo a coisa certa, se sentirá complexado, rejeitado, inferiorizado, diante daqueles que estão com a agenda cheia. Mas os “nãos” também o tornarão mais forte, ensinarão a ter mais controle emocional, a dedicar-se mais nos testes, se preparar para a hora certa. Acostumar-se com o “não” nos torna pessoas menos frustradas e ansiosas.

 

3. Adaptação cultural

 

Adaptação cultural

 

Quando você viaja, especialmente se tem chances de ir para países asiáticos, terá uma oportunidade incrível de se deparar com outras culturas. Seja na rua ou dentro de casa, o dia a dia será dividido com modelos do mundo todo. Claro que, inicialmente, esse choque pode ser impactante. Durante minhas passagens pela Índia e China, vi pessoas chegando num dia e partindo no outro, simplesmente porque acharam que não se adaptariam àquelas condições, hábitos ou contrastes sociais.

Viajar proporciona um amadurecimento incrível em vários aspectos, principalmente pela oportunidade de ser mais tolerante, de entender as diferenças regionais, sociais e religiosas que moldam o mundo. Aproveitar essa chance para se tornar um ser humano mais tolerante às adversidades é uma das maiores riquezas que você acumulará ao longo desse ciclo.

 

4. Independência

 

Independência

 

Ainda sobre as viagens: você se tornará uma pessoa independente, querendo ou não. Claro que há o apoio da família, o suporte da agência, mas, quando estiver no outro lado do mundo, você se verá sozinho em muitos momentos e terá que se virar para resolver os desafios que surgem diariamente. Além da barreira cultural, já mencionada aqui, existe a dificuldade da língua.

Em alguns países – especialmente na Ásia –, de nada adianta falar inglês (porque as pessoas não falam nas ruas). Você vai se flagrar fazendo mímicas para comprar comida, negociar com os bookers locais, pedir informações para passear, etc. E é incrível perceber como nos mostramos outra pessoa, e conseguimos superar esses desafios, quando precisamos defender ou ir atrás dos nossos interesses.

 

5. A vida aqui, agora




Outra coisa bacana é a incerteza do amanhã. Como modelo, você se tornará um cidadão do mundo, um nômade a serviço da sua agência, que vai julgar o que for melhor para sua carreira. Um dia você está em São Paulo, no outro, fazendo as malas para um trabalho no México. Uma semana depois tem um contrato assinado para uma temporada na Coreia, mas, como não está atendendo às expectativas, te mandam para Hong Kong.

Se for esperto, você vai aproveitar cada oportunidade. Vai extrair o máximo das experiências sem perder tempo, afinal, você não sabe quando terá que partir para um novo trabalho. É, literalmente, viver e aproveitar o presente, o agora. Quando você está aberto a isso, um mundo se apresenta ao seu alcance.

Quando algumas pessoas conversam comigo, e reparam na minha maneira pessoal de enxergar o mundo, a maioria delas não imagina que dedico isso à minha experiência como modelo. Aliás, tenho certeza que, assim como eu, muitos modelos que estão na luta diária têm muitas experiências bacanas a serem compartilhadas, muito mais interessantes que o status que parte deles exibem nas mídias sociais ou em entrevistas.

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